Meu filho não come – Parte 1

Eu não posso sair por aí dizendo que meu filho não come. Na certa uma mãe vai aparecer na minha frente dizendo “meu filho come de tudo, até brócolis”; e eu vou me sentir a pior mãe do planeta porque o meu filho nem sabe o que é brócolis.

Depois de muito lutar na hora das refeições e tentar de tudo, ganhei um livro da minha cunhada chamado: “Meu filho não come”, do Dr. Carlos González. Sério. Quando eu li o título do livro achei que minha cunhada estava me dando uma indireta (rsrs), mas o livro realmente mudou a minha vida.

Se você é mãe de um filho assim, eu realmente recomendo esse livro porque, de maneira simples e esclarecedora, ele quebra todos os paradigmas que conhecemos.

No capítulo 1 do livro, o Dr. González explica para que serve comer e quanto uma criança precisa comer. Diz que aquele o famoso gráfico que os pediatras usam para saber se a criança está no peso certo pode ser duvidoso já que cada criança é única, com necessidades únicas. Não é tão simples assim, mas ele explica de um jeito fácil de entender.

No capítulo 3, ele explica sobre “O que não devemos fazer na hora de comer”, como

1. Persistir – Não é questão de ter paciência com seu filho se ele não quer comer e brincar de aviãozinho para distraí-lo. Paciência seria ter aceitado que seu filho não queria comer.

2. Disfarçar – Não adianta colocar aveia pra engrossar a mamadeira quando seu filho estiver dormindo e depois esperar que ele tenha fome quando acordar. O estômago da criança é pequeno. Provavelmente depois de uma mamadeira dessas não vai caber mais nada.

3. Comparar – As comparações incomodam nossos filhos. “Olha o Lucas, ele já acabou o almoço”. Enquanto você acha que seu filho está refletindo que poderia comer melhor, ele só está pensando: “Como eu faço para voltar a brincar?”

4. Subornar – “Se você não comer tudo não terá sobremesa”. Está comprovado que quando as crianças têm algum alimento à mão, mas não podem comê-lo, elas querem cada vez mais.

5. Estimular – Quase todos os médicos concordam que os “tônicos” funcionam como placebo. Estimular o apetite de uma criança que não está doente é perigoso.

 

Vou continuar sobre o assunto nos próximos posts e espero que você me acompanhe.

Até a próxima!

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