Sobre a Bíblia A Mensagem

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Desde muito pequena eu tenho um amor especial pela leitura. Me lembro de descobrir a leitura por meio dos gibis da Mônica nos anos 80 e de mais tarde descobrir a Biblioteca Pública, onde eu fiquei assídua e minha carteirinha sempre tinha que ser renovada a cada 2 meses pela quantidade de livros que eu lia. Eu mal acabava um livro e já estava de olho no próximo. Confesso que ainda sou assim. As vezes leio três livros ao mesmo tempo. Rsrsrs.

Apesar das broncas da minha mãe, quando eu ganhava um livro, tinha tanto prazer em lê-los que grifava todas as melhores partes e fazia anotações nas bordas. Minha mãe dizia que ninguém podia ler meu livro depois de mim, uma vez que ele ficava todo rabiscado ao final. E, acreditem, eu ainda faço isso! Sei que não é certo mas é impossível não querer sublinhar ou circular palavras novas, frases inteligentes e anotar as minhas próprias conclusões da leitura nas laterais.

Na minha adolescência, época em que eu mais desenvolvi a leitura, cheguei a ler livros sobre leitura dinâmica para poder ler mais em menos tempo. Nessa época eu não tinha um assunto especial que gostasse de ler. Eu apenas gostava de ler. E esse era um dos maiores prazeres que eu tinha, enquanto minhas amigas da escola passavam a tarde fazendo as unhas, eu preferia ler e estudar piano. O livro e o piano eram meus fiéis amigos. Um era silencioso enquanto o outro era totalmente melódico.

Quando eu começava a ler um livro eu esquecia do mundo. Gostava de imaginar as histórias e tentar entender os autores. Os livros pareciam me chamar das prateleiras da biblioteca. E tive muitos momentos em que precisei fechar o livro e enxugar as lágrimas após um parágrafo que realmente mexeu com as minhas emoções.

Durante essa adolescência exploradora eu também tinha meus momentos com a leitura bíblica. Posso dizer que eu era uma leitora da bíblia mas eu não me envolvia tanto com ela como me envolvia com os livros da biblioteca. A bíblia me parecia parte da Barsa*, um livro que você só lê quando precisa fazer uma pesquisa. Ela não prendia tanto minha atenção como os livros faziam, apesar de ser repleta de histórias.

Minha primeira bíblia foi na versão João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida. A linguagem dela para a minha idade era muito rebuscada. Mas como eu era acostumada a ler livros de Machado de Assis eu conseguia entender. Depois descobri que haviam outras versões da bíblia e isso realmente me fascinou. A bíblia se tornou meu livro preferido depois disso e cada bíblia que eu ganhei realmente me trouxeram vida.

Em 1989, aos 13 anos de idade e completamente envolvida com a leitura, eu ganhei a “Bíblia Viva”, da Editora Mundo Cristão. Eu ficava horas lendo e antes de completar 14 anos já tinha lido a bíblia inteira.

Mais tarde, ganhei a bíblia Nova Versão Internacional numa versão especial em português e inglês. Então li a Bíblia toda novamente comparando o português com o inglês.

Depois de ler a Nova Versão Internacional eu achei que tinha encontrado minha versão preferida pois ela tem uma linguagem atualizada, de fácil entendimento e cativante. Por muitos anos essa foi minha bíblia mais usada. Mas atualmente minha bíblia de cabeceira, sem dúvida nenhuma, é a bíblia “A Mensagem”.

Quando li a bíblia “A Mensagem” pela primeira vez, eu lembrei do tempo em que eu alugava livros na biblioteca e andava com eles pra cima e pra baixo dentro de casa. Posso passar horas lendo pois sua tradução parece mais uma paráfrase com um toque de poesia.

Embora a versão pareça moderna demais para alguns, o significado original em grego e hebraico foram mantidos. O trabalho de tradução feito por Eugene Peterson demorou 10 anos e foi revisado por teólogos acadêmicos. Ou seja, pode ser que a maioria das pessoas não goste por achar que a tradução soa moderna demais para ser uma bíblia.

Eu super recomendo porque na bíblia A Mensagem até o Salmo 23 me soou como um capítulo novo!

Salmos 23 – Bíblia A Mensagem

Ó Eterno, meu pastor! Não preciso de nada. Tu me acomodaste em exuberantes campinas; encontraste lagos tranqüilos, e deles posso beber. Orientado por tua palavra, pude recuperar o alento e seguir na direção certa.

Mesmo que a estrada atravesse o vale da Morte, Não vou sentir medo de nada, porque caminhas do meu lado. Teu cajado fiel me transmite segurança.

Tu me serves um jantar completo na cara dos meus inimigos. Tu me renovas, e meu desânimo desaparece; minha taça transborda de bênçãos.

Tua bondade e teu amor correm atrás de mim todos os dias da minha vida. Assim, vou me sentir em casa no templo de Deus por todo o tempo em que eu viver.

(*) Barsa é uma enciclopédia atualmente de propriedade do grupo espanhol Editorial Planeta, que publica enciclopédias em quase toda a América Latina.

 

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