Eu deveria saber lidar com a minha insegurança.

espelho óculos

Outro dia ouvi que o homem nunca envelhece para perceber uma mulher. Uau! Muitas de nós casamos com homens que nos percebem e nos admiram, eu quero acreditar nisso! Mas, e quem não teve essa chance? E quem acreditou que existe uma batalha entre meninos e meninas, e perdeu?

Eu sou fã dos meninos. E gostei tanto de um deles, que acabei casando! Depois de 19 anos juntos, ainda sou apaixonada pelo meu marido e não consigo imaginar minha vida sem ele. Ninguém me faz rir tanto. Ninguém me faz refletir tanto. Ninguém tem tanto acesso ao meu coração como ele e ele é digno do meu respeito e admiração! Da mesma forma, também admiro outros “meninos” como escritores, filósofos, pregadores, pensadores… e por observá-los de perto, pude ver que os homens não são o problema das mulheres, isso é o que as mulheres querem que eles sejam.

Nós, mulheres, usamos os homens como espelhos para medir nosso valor. Bonita. Desejada. Notável. Inteligente. Nós tentamos ler suas expressões para determinar se nossa próxima reação deve ser de alguém inteligente e esperta ou burra e carente. Tentamos obter segurança de um gênero que não tem o que oferecer, e essas inseguranças se tornam diferentes a cada dia, refletidas em pessoas diferentes.

Pense comigo, os homens querem que sejamos seguras. Eles não gostam de muita pressão e sabem que estar no controle da situação o tempo todo, dá muito trabalho. Alguns admitem que estar no controle pode ser demais, e para aqueles que não admitem,  você vai conseguir ver no balançar da camiseta quando seu coração estiver quase saindo pela boca!

Um homem é infinitamente mais atraído por uma mulher segura do que uma emocionalmente perdida, que insiste que ele irá completá-la. Como a cantora Christy Nockels diz: “Os homens não são atraídos por mulheres histéricas.” Eu tenho até vergonha de dizer mas eu sei disso por experiência própria. Não, não é meu comportamento normal, mas a vida já me ofereceu oportunidades irrecusáveis de agir como uma louca varrida. Eu já me arrependi disso!

Quando eu namorava, eu era muito ciumenta. Eu imaginava coisas e procurava “chifre na cabeça de cavalo”, como diz minha mãe. Mas o que eu estava procurando era segurança. Com dois anos de namoro e uma aliança de noivado no dedo, ainda assim, eu não me sentia segura. Eu sufocava o Paulo. Até que, um belo dia, ele se cansou. Devolveu a aliança e disse: “Você está me impedindo de casar com a pessoa que eu amo.” O que foi que eu fiz, pensei? Mas era tarde demais.

Eu descobri que a pessoa que mais me irritava, era eu mesma. Ficava furiosa comigo por estar carente de alguma coisa, que eu não sabia direito o que era. Com um noivo companheiro, inteligente, bonito, fiel… Como eu poderia querer algo diferente do que o que eu já tinha? Deus, tenha misericórdia! O que mais uma mulher poderia querer? Para que tanto ciúmes? Bem, eu posso dizer o que mais uma mulher poderia querer. Uma mulher quer ter um nível de segurança que nunca diminua. Ter um lugar onde eu possa ir quando estiver carente ou histérica, por mais que não goste de se comportar assim. Eu não sei você, mas eu preciso de alguém que me ame quando eu estiver me odiando. Alguém que me ame de novo e de novo, até que a morte nos separe.

Eu sei, a vida é difícil e o mundo é cruel. E queremos sentir aceitação, aprovação e  afirmação de alguém, que será nosso combustível de segurança pelo resto da vida. Mas as circunstâncias mudam, contratempos acontecem, relacionamentos acabam ou alguns, infelizmente, começam. Crescemos, a escola muda, os amigos mudam, o trabalho muda. Ofensas acontecem. Traições, tragédias, notícias ruins. Noivados terminam. Casamentos começam. Filhos chegam, filhos vão. A saúde diminui. As estações mudam. E, quando situações antigas mal resolvidas aparecem em novas etapas da vida, lidar com isso pode ser mais complicado do que nunca. Nós queremos acreditar que matamos o monstro da insegurança de uma vez por todas quando encontramos alguém. Mas, em questão de segundos, ele revive das cinzas em um dia comum, quando menos esperamos.

E, se não fosse o suficiente, nós nos auto-sabotamos, nos auto-condenamos e pensamos “Eu devia saber lidar com a minha insegurança.”

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Se você estiver precisando de ajuda, não hesite em me escrever. 

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