DOSE DE HOJE – Corta, pinta, alisa!

Hoje era dia de pintar o cabelo. Pintar não, né? Retocar a raiz porque, acredite se quiser, eu não sou loira natural, gente! Ah, decepcionei vocês? Mas não se preocupem, mesmo eu pintando o cabelo, ainda consigo pensar! Ha! Brincadeira Pri!

A Adriana chegou em casa às cinco da tarde e a Pri logo chegou atrás. Adriana é a cabeleireira à domicílio e Pri é a minha cunhada linda! (ela sim é loira natural) Eu fui primeiro porque a tinta demora a reagir no meu cabelo. Enquanto isso, o Davizinho andava pra lá e pra cá… e a Pri correndo atrás dele. Cai. Levanta. Cai de novo. Bate a cabeça. – Ai, Kelinha, ele caiu! – disse a Pri. – Fica tranquila, Pri, ele cai toda hora! – eu consolando e entregando o papel aluminio cortado pra Adriana. Luiza fazia tarefa no sofá da sala enquanto o pica-pau passava no SBT. É claaaaaro que ela estava “fazendo tarefa”, por isso eu mandei desligar a Tv. – Ah, mãe! Eu não estava assistindo! – reclamou.

A Adriana perguntou se podia dar um corte no cabelo do David. Eu disse que sim. Seguramos ele, mas a Adriana teve que tirar as pontinhas em doses homeopáticas. Entre um chorinho e outro, a Luiza já pergutou se podia fazer escova. Gente, meu dinheiro tá contado, viu!? Era o meu dia de “salão”. Mas, deu para fazer um agradinho pra todo mundo! Principalmente porque a Adriana sempre cabe no orçamento!

Mais tarde, o Kelvin chegou com pães, queijo e presunto. Chegou achando que já íamos comer, mas a Pri resolveu fazer progressiva na franja. O Paulo já foi fritando uns hamburgers, o presunto, derreteu o queijo por cima e… nós comemos! Foi muito gostoso! Ah, claro, minhas luzes e da Pri ficaram lindas! O cabelo do David e da Luiza também! Parabéns Adriana! Todas as bênçãos do mundo pra você em Curitiba!

Adriana comeu o lanchinho dela, se despediu e foi embora. Depois da sessão cabeleireiro, coloquei o Davizinho pra dormir no quarto dele, Luiza quis ver mais um pouquinho de tv enquanto os adultos se sentaram um pouco para conversar. É muito gostoso quando meu irmão vem em casa. A gente conversa horas sem parar! Mas, infelizmente, o relógio não para, e sempre tem a hora chata de se despedir. Por mais que a gente more na mesma cidade e se veja toda semana, eu ainda sinto falta do contato. Quisera eu ter aproveitado mais quando a gente morava na mesma casa e se via todos os dias, ou melhor, brigava todos os dias! Acho que nossa diferença de idade sempre nos distanciou. Os assuntos nunca bateram. E hoje, quando podemos, finalmente, falar a mesma língua, o tempo nunca nos é suficiente.

Mas, ainda bem que temos uma cabeleireira em comum a cada 2 meses. Ela vem retocar as raízes dos cabelos, enquanto aprofundamos as raízes do relacionamento. Porém, as duas raízes são muito importantes porque nem só de raiz preta viva uma mulher!

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